Muitas famílias e adultos adiam a primeira consulta por dúvida: “será que é mesmo estrabismo?”, “será que é sério o suficiente para marcar uma avaliação especializada?”. A verdade é que, quando há dúvida, a avaliação é sempre o caminho mais seguro.
Sou a Dra. Laís Sakano, oftalmologista especialista em Estrabismo e Oftalmopediatria em Sorocaba, e neste texto explico quais sinais indicam que é hora de procurar avaliação especializada em crianças maiores e adultos.
Quais sinais indicam que é hora de procurar um especialista em estrabismo?
Alguns sinais merecem avaliação prioritária:
- Um olho que desvia de forma visível, constante ou intermitente
- Cabeça inclinada ou virada para enxergar melhor
- Fechamento ou piscar frequente de um dos olhos
- Queixa de visão dupla ou dificuldade de profundidade
- Histórico de estrabismo na família que nunca foi avaliado
Um estrabismo da infância que nunca foi tratado ainda pode ser avaliado?
Sim, e com frequência é. Muitos adultos convivem a vida toda com um desvio que nunca foi corrigido na infância, seja por falta de acesso, seja porque a família não soube que havia tratamento disponível. A avaliação nessa fase é tão válida quanto seria décadas atrás, e existem opções de tratamento também para esses casos.
Quando a avaliação deve ser prioritária?
Algumas situações pedem atenção rápida. O aparecimento súbito de um desvio ocular ou de visão dupla em uma pessoa que nunca teve esse problema merece avaliação prioritária, já que pode estar relacionado a causas que precisam de investigação, como alterações neurológicas ou doenças sistêmicas.
O que levar para a primeira consulta?
Algumas informações ajudam bastante na avaliação inicial:
- Fotos antigas em que o desvio apareça, se houver
- Histórico de estrabismo ou outras condições oculares na família
- Óculos atuais, se a pessoa já usa
- Exames oftalmológicos anteriores, quando existirem
O que esperar da primeira avaliação?
A consulta costuma incluir a medida do grau, a avaliação da movimentação dos olhos, o cover test e, quando necessário, a medida do ângulo do desvio com prismas. A partir daí, defino junto com a família ou o paciente o melhor caminho de acompanhamento.
O que você não deve fazer
Não espere alguém de fora perceber o desvio para agir, e não adie a avaliação de um início súbito de visão dupla achando que vai passar sozinho.
Na dúvida, vale sempre avaliar
Marcar uma consulta não significa que há algo grave. Na maioria das vezes, a avaliação serve para tranquilizar ou para identificar precocemente algo que, tratado a tempo, tem excelente resposta, mesmo décadas depois do desvio ter surgido.
Agende sua consulta
Tem dúvidas se é hora de avaliar o seu caso ou o de um familiar mais velho? Fale comigo e agende uma consulta em Sorocaba.
Escrito por Dra. Laís Sakano · Oftalmologista, especialista em Estrabismo e Oftalmopediatria · CRM-SP 184.888 · RQE 85.844 · Membro titular do Centro Brasileiro de Estrabismo (CBE) e chefe do Ambulatório de Oftalmopediatria do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).


