Nem todo estrabismo aparece nos primeiros meses de vida. Muitas vezes o desvio surge depois, na fase escolar, na adolescência ou até na vida adulta, e passa despercebido por um bom tempo porque os sintomas são mais sutis do que as pessoas imaginam.
Sou a Dra. Laís Sakano, oftalmologista especialista em Estrabismo e Oftalmopediatria em Sorocaba, e neste texto explico quais sinais merecem atenção quando o estrabismo aparece depois da primeira infância.
O estrabismo pode surgir depois dos primeiros anos de vida?
Sim. Um estrabismo pode aparecer pela primeira vez na fase escolar, na adolescência ou na vida adulta, além dos casos que já existiam de forma discreta desde cedo e foram ficando mais evidentes com o tempo.
Quais sinais costumam passar despercebidos?
Em crianças maiores e adultos, o desvio nem sempre é o sinal mais óbvio. Vale ficar atento a:
- Desvio que aparece só quando a pessoa está cansada ou concentrada em algo de perto
- Fechar ou franzir um dos olhos sob luz forte ou ao olhar para longe
- Inclinar a cabeça para um lado ao ler ou assistir TV
- Queixa de visão dupla ou embaçada, principalmente à noite ou após esforço visual
- Dificuldade para calcular distâncias, como ao estacionar ou descer escadas
Por que esses sinais costumam demorar a ser notados?
Muitas crianças e adultos desenvolvem mecanismos de compensação, como fechar levemente um olho ou virar a cabeça, sem perceber que estão fazendo isso. Esses ajustes automáticos escondem o desvio no dia a dia e só chamam atenção quando alguém de fora repara ou quando o desconforto aumenta.
O desvio pode ser intermitente?
Sim, e isso é bastante comum. Em muitos casos, o olho só desvia em momentos específicos, como cansaço, estresse ou concentração intensa. Entre esses episódios, o alinhamento pode parecer completamente normal, o que atrasa a busca por avaliação.
O que você não deve fazer
Não relacione a ausência de um desvio visível o tempo todo com a ausência de estrabismo. Sinais intermitentes ou compensatórios, como inclinar a cabeça ou fechar um olho ocasionalmente, também merecem investigação.
Sinais sutis também merecem avaliação
Estrabismo não é só o olho visivelmente torto. Em crianças maiores e adultos, os sinais podem ser discretos e ainda assim indicar um desvio que se beneficia de tratamento.
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Percebeu algum desses sinais em você ou no seu filho mais velho? Fale comigo e agende uma avaliação em Sorocaba.
Escrito por Dra. Laís Sakano · Oftalmologista, especialista em Estrabismo e Oftalmopediatria · CRM-SP 184.888 · RQE 85.844 · Membro titular do Centro Brasileiro de Estrabismo (CBE) e chefe do Ambulatório de Oftalmopediatria do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS).


